Segurança do Paciente

 Principal característica da qualidade em assistência à saúde.
 
Em comemoração ao Dia Mundial de Segurança do Paciente (01 de Abril) o HCV instituiu o mês para abordar o tema realizando uma série de palestras e atividades. "O objetivo é  demonstrar que todos são responsáveis e podem fazer algo em favor da Segurança do  Paciente", diz Juliana Contini, Analista de Riscos no Hospital.
Esta foi uma oportunidade também para alertar a todos os colaboradores que Eventos Adversos podem acontecer a qualquer momento e que pequenas falhas do dia a dia podem resultar em eventos adversos graves. 
"Por isso reforçamos a importância de estimular os profissionais a observarem  as rotinas diárias, identificarem as falhas nos seus processos e sugerirem melhorias, afim de evitarmos que as pequenas falhas atinjam o paciente causando-lhe danos", diz Juliana.
A segurança do paciente está relacionada ao trabalho da prevenção. Vem para gerar melhor qualidade da assistência hospitalar, com o objetivo principal de prevenir os riscos de danos desnecessários nos cuidados com a saúde, diz Juliana Contrim Millak, Diretora de Enfermagem do Hospital da Cruz Vermelha - Paraná.
Esta preocupação surgiu na primeira década deste século com a demanda internacional que apontava que muitos pacientes sofriam danos causados por falhas na assistência prestada pelos serviços de saúde. Houve então uma mobilização mundial para estimular as notificações sobre as ocorrências, possibilitando avaliar os eventos. O levantamento destes riscos adversos e a apresentação de seus indicadores, que até então não se mensuravam, foi um alerta para o mundo inteiro.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) demonstrou o quanto eram significativos e onerosos, para as instituições e para os pacientes, os números relacionados. A crítica em cima dos dados levantados possibilitou estabelecer estratégias visando aumentar a segurança do paciente. A OMS lançou então metas internacionais de segurança envolvendo estratégias de prevenção.
No Brasil as metas para Segurança do Paciente são baseadas nas propostas da OMS e coordenadas pelo Programa Nacional de Segurança do Paciente do Ministério da Saúde.“Riscos estão presentes em todos os ambientes, hospitalares ou não”, diz Juliana Contrim, “mas temos o papel fundamental de minimizar estas situações que não dizem respeito diretamente à doença do paciente, e podem comprometer sua saúde e até sua vida”.
Segundo a diretora o Hospital da Cruz Vermelha desenvolveu forte campanha de conscientização, envolvendo todas as áreas, independente da ligação direta ou indireta com o paciente. “Através do setor Gerenciamento de Riscos, que analisa e notifica os riscos, o hospital procurou estabelecer uma cultura organizacional voltada para a prevenção de eventos que possam causar danos ao paciente”.
Desde 2013 o HCV já implantou seis protocolos obrigatórios, que de acordo com a OMS e o Ministério da Saúde, são fundamentais para a Segurança do Paciente: Higiene das Mãos, Prevenção de Quedas, Prevenção de Úlcera por Pressão, Cirurgia Segura, Administração Segura de Medicamentos e Identificação do Paciente.
Os protocolos implantados possibilitam observar os indicadores de estratégias e treinamentos, não só relacionados à assistência propriamente dita, mas desde a recepção, o ambiente, os equipamentos, os mobiliários – tudo é pensado com foco na segurança do paciente.
Pacientes, familiares e acompanhantes também são inseridos neste contexto, diz Juliana “Eles são orientados sobre esta cultura de segurança e estimulados a compartilharem e fazerem a sua parte para que o resultado final de qualidade e segurança seja alcançado”. Isto pode ser visível no relato do paciente Joaves dos Santos, 56 anos. Internado no hospital com queixa de dor torácica aguarda com total tranquilidade a sequência do tratamento.
"O atendimento é tão bom que dá vontade de ficar morando aqui".
Para Joaves é possível perceber a interação de todos os profissionais e a preocupação com a segurança e a qualidade do atendimento. "Os profissionais, tanto médicos quanto enfermeiros passam as informações direitinho, explicam o que é feito e o que precisa ser feito passando segurança total pra gente, a gente sabe que não está abandonado”, afirma.